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quinta-feira, abril 28, 2005 |
12:04 PM
in the land of the free [paciencia, queridos. aqui nao existem acentos e para falar a verdade nao tenho certeza se haverao algum dia... preciso pensar numa forma alternativa de acentuacao. por enquanto, o que mais me incomoda e ausencia do cedilha.] sim, ja estou em terra estrangeira. a viagem foi perfeita, apesar de muito cansativa. eu, que nunca havia estado num aviao antes, amei cada minuto em que estive sobre as nuvens [apesar do relativo desconforto da classe economica da American Airlines...]. e para desmistificar todas as lendas criadas em torno do tratamento dado aos imigrantes na porta de entrada dos Estados Unidos, tenho a declarar que fui muito bem tratada [as vezes ate com brincadeiras simpaticas] e o atendimento na imigracao foi rapido e digno. os voos nao atrasaram nem um minuto, nao houveram sustos e, ao contrario do que pensei, nao me enrolei nos procedimentos. ate meu ingles alquebrado foi compreendido pelos nativos. coisas de Sol na minha casa 9? pode ser. de qualquer forma, os deuses me favoreceram e eu ainda estou sem acreditar. agora moro numa cidade muito bonita, muito verde e [aparentemente] tranquila. tenho agora uma coisa que prezo muito e que e artigo de luxo em minha cidade no Rio: silencio. e primavera, o sol brilha, mas faz um frio de inverno carioca. ha flores e passarinhos no quintal. as casas ao redor parecem casinhas de bonecas; engracado viver em um lugar como os que a gente se acostuma a ver em filmes desde crianca e nunca acredita muito que existam de verdade. ainda nao sai para tocar o mundo - estou com um pouco de medo do frio la fora. mas ainda preciso desarrumar minhas malas. domingo, abril 24, 2005 |
5:53 PM
novo nascimento minha festa de despedida foi bonita demais, tanto que nem eu esperava. tão bom estar cercada de pessoas amadas, e receber delas tanto carinho. meu Deus, é tanta sorte que eu chego a não acreditar. antigamente eu pensava que coisa boa demais sempre traria o pagamento de um tributo por elas, mais tarde: hoje eu penso que, se as tenho, devo merecer de alguma forma - e maior a responsabilidade de passá-las adiante para que o mundo todo se sinta abençoado também. teve uma chuva forte, tão forte que não me lembro a última vez que vi uma igual. mas logo depois a lua, cheia, linda, apareceu e deixou o céu azul claro. ganhei presentes, muitos abraços e muitos desejos de sorte. parecia meu aniversário - mas na verdade, é um novo nascimento. obrigado a todos vocês que me fizeram tão feliz ontem. Daion, Nívea, Fio, Suellen, Marcelo, Sandro, Alessandra, Alessandra (prima), André, Victor, Tubarão, Rubinho (tio), Dora, Luciano, Teddy. e obrigado aos ausentes fisicamente, que torcem por mim e cujo amor é quase palpável de tão presente. quinta-feira, abril 21, 2005 |
11:37 PM
somewhere only we know voltei na terça-feira da casa de papai. foi um tempo curto o que passei por lá, suficiente porém para segurar as coisas boas com unhas e dentes. o domingo foi perfeito: um restaurantezinho informal e ao ar livre às margens do rio Paraíba, muitas conversas, cervejas e um peixe delicioso, vento outonal varrendo folhas para a correnteza do rio, as crianças pescando, raios de sol na água. são tantas as coisas que desejo agarrar, e o coração dói, por que elas são grandes demais e escapam pelos dedos do presente... felizmente a memória e o coração as retém. voltar é sempre, sempre triste. ouço Keane e assisto pela janela do ônibus enquanto Deus entrega o mundo delicadamente nas mãos do Demônio: a atmosfera de pureza vai desaparecendo e dando lugar a um peso, uma sensação de sufocamento; o lixo começa a aparecer à beira da estrada e as pessoas ganham ares doentios. quisera me transformar em bicho, saltar pela janela e me perder para sempre na serra de Friburgo. não nasci para as cidades, não compreendo como alguém pode ser feliz em meio ao concreto. meu coração fica para trás, enterrado em algum lugar entre as montanhas. [ouvi essa música repetidas vezes enquanto descia a serra e as lágrimas rolavam.] [é uma droga quando colocam músicas perfeitas em trilhas sonoras de novelas.] I walked across an empty land I knew the pathway like the back of my hand I felt the earth beneath my feet Sat by the river and it made me complete Oh simple thing where have you gone I'm getting old and I need something to rely on So tell me when you're gonna let me in I'm getting tired and I need somewhere to begin I came across a fallen tree I felt the branches of it looking at me Is this the place we used to love? Is this the place that I've been dreaming of? Oh simple thing where have you gone I'm getting old and I need something to rely on So tell me when you're gonna let me in I'm getting tired and I need somewhere to begin And if you have a minute why don't we go Talk about it somewhere only we know? This could be the end of everything So why don't we go Somewhere only we know? 11:33 PM
tempo de mudanças como poderia ser diferente por aqui? meu antigo blog tem problemas intermináveis, e achei melhor esquecer. bem que tentei o Livejournal, mas não me acostumo - embora tenha decidido continuar praticando meu pobre e alquebrado inglês por lá. aos novos leitores e aos antigos, bem-vindos. [Lua em Libra, casa 3.] |
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2005© Patricia Ariel. Love is the Law. |